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Doenças cardíacas em recém-nascidos

Os cuidados com a vida de uma criança devem começar antes mesmo do nascimento. Aquela história de que problemas cardíacos podem acontecer somente após os 50 anos de idade é irreal. Uma criança pode vir a ter sérias cardiopatias antes mesmo de nascer, que comprometem inclusive sua vida.

“As cardiopatias congênitas compreendem a má formação do coração em recém-nascidos”, explica a cardiologista pediátrica Daniela Rossetto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência de cardiopatias congênitas varia entre 0,8% nos países mais desenvolvidos e 1,2% nos países mais pobres.

O valor médio de 1% é habitualmente aceito para o Brasil e demais países da América Latina. Isso significa que cada grupo de 100 nascimentos vivos, gera um portador de doença cardíaca congênita. No país nascem anualmente cerca de 3.358.000 crianças, das quais 33.580 são portadoras de cardiopatias congênitas.

“É a terceira causa de morte em recém-nascidos”, observa Daniela. A primeira são doenças respiratórias e a segunda infecções em geral. O coração de uma criança está formado no segundo mês de gravidez. É nesse período de dois meses que, uma de suas partes, suas válvulas ou vasos podem não se desenvolver adequadamente.

Além do fator hereditário, as causas podem ser outras. “As cardiopatias podem vir a se desenvolver por alguma medicação que a mãe esteja usando, por determinados antibióticos ou antiinflamatórios ou também por infecções que a mulher sofra durante a gravidez. Neste caso são mais comuns as infecções virais, como a rubéola, toxoplasmose, sífilis, herpes, etc”, cita. Diabetes descontrolado e uso de drogas também aumentam o risco.

A cardiologista diz que os problemas cardíacos mais comuns em recém-nascidos são a comunicação intraventricular, a transposição das grandes artérias, a atresia pulmonar e a coarctação da aorta. A comunicação intraventricular é quando existe uma ligação entre os dois ventrículos do coração.

A transposição das grandes artérias é como uma inversão. Ao invés da artéria aorta ter sua saída pelo lado esquerdo, ela sai pelo direito. A atresia é quando ocorre uma obstrução total de sangue do ventrículo direito para a artéria pulmonar. E a coarctação é quando a artéria aorta é muito estreita.

“A maioria das cardiopatias de nascimento têm tratamento cirúrgico”, afirma. E o tratamento será mais bem sucedido quanto mais cedo for detectado o problema. Alguns exames como um raio X de peito e ecocardiograma auxiliam no diagnóstico. O ecocardiograma permite que se veja o movimento do coração e do sangue, assim como analisar o tamanho do órgão, formato, e ter uma visão pormenorizada das suas câmaras, válvulas e vasos.

Um exame de imagem, feito quando o bebê ainda está na barriga da mãe, pode detectar as cardiopatias congênitas precocemente, o que permitirá que o parto ocorra em uma maternidade com equipe de cardiologistas a postos. O ecocardiograma fetal pode ser feito a partir do terceiro mês de gravidez.

Existem alguns sinais que ajudam os pais a perceberem se seu filho é portador de alguma cardiopatia. “A criança pode apresentar cansaço ao mamar, dificuldade para respirar e pode ter uma coloração azulada nos dedos dos pés, das mãos e dos lábios. Isso acontece devido a diminuição dos níveis de oxigênio”, detalha.

Nas crianças mais velhas, dificuldades nas atividades físicas, fadigas e dores no peito devem ser investigados no especialista também. O ideal é que a mãe seja acompanhada por um obstetra e por um pediatra já nos primeiros meses de gravidez.

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